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QUILOMBO
CARLOS DIEGUES
Credited cast overview:
Jorge Coutinho.... Sale
Daniel Filho Carrilho
Vera Fischer .... Ana de Ferro
Zezé Mott .... Dandara
João Nogueira.... Rufino
Grande Otelo.... Baba
Antonio Pitanga.... Acaiuba
Antonio Pompeu.... Zumbi
Jofre Soares.... Caninde
Toni Tornado.... Ganga Zumba
Maurício do Valle.... Dominingos Jorge Velho
Runtime: Brazil 119 / USA 114
Country: Brazil
Language: Portuguese
Color: Color
Sound Mix: Mono
Carlos Diegues, 19 May 1940, Maceio, Alagoas, Brazil
Filmography as: Director, Writer, Producer
Director - filmography
(1990s) (1980s) (1970s) (1960s)
1.Orfeu (1999)
2.Tieta do Agreste (1996)
... aka Tieta (1996)
... aka Tieta of Agreste (1996)
3.Veja Esta Canção (1994)
... aka See This Song (1994)
4.Dias Melhores Virão (1989)
... aka Better Days Ahead (1989) (USA)
5.Um Trem para as Estrelas (1987)
... aka Subway to the Stars (1987)
6.Quilombo (1984)
7.Bye Bye Brasil (1979)
... aka Bye Bye Brazil (1979)
8.Chuvas de Verão (1978)
... aka Summer Showers (1978) (USA)
9.Xica da Silva (1976)
... aka Silver Queen (1976)
... aka Xica (1976)
10.Joanna Francesa (1973)
11.Quando o Carnaval Chegar (1972)
12.Herdeiros, Os (1970)
... aka Heirs, The (1970)
... aka Inheritors, The (1970)
13.Filhos do Medo, Os (1967) (TV)
14.Oito Universitarios (1967) (TV)
15.Grande Cidade, A (1966)
... aka Big City, The (1966)
... aka Grande Cidade ou As Aventuras e Desventuras de Luzia e Seus 3 Amigos Chegados de Longe,
A (1966) (Brazil: complete title)
16.Ganga Zumba (1963)
17.Cinco vezes Favela (1962) (segments "Escola de Samba" and "Alegría de vivir")
18.Domingo (1961)
19.Fuga (1960)
Filmografía adicional:
O NEGRO NO BRASIL: DIAS OU ZUMBI? (29)
Realização: Geraes Produções Audio e Vídeo Ltda. Direção: Lucia Murad. RJ/1989/39'/Cor/U-Matic/Pal-M/Documentário. "O vídeo aborda, em 4 segmentos,
a luta dos negros no Brasil, enfocando o posicionamento de dois personagens antagônicos da História: Henrique Dias e Zumbi dos Palmares. Na primeira
parte, a história da resistência (os quilombos); na segunda parte, a religião. A terceira mostra os movimentos organizados, dos pré-abolicionistas aos atuais.
Na quarta parte, a alegria do movimento - a festa do Dia da Consciência Negra, em 20/11/88, na Serra da Barriga, Alagoas." Temas a serem discutidos em
classe: A formação étnica brasileira (a presença do negro); a resistência cultural africana; a formação dos quilombos, entre outros. ABVP.
GANGA ZUMBA (30)
Direção: Carlos Diegues. Produção: Carlos Diegues, Tabajara Filmes, Jarbas Barbosa. Drama sobre Antão, escravo de uma fazenda no século XVII, que com
um grupo de amigos foge em busca do Quilombo dos Palmares, agrupamento de negros foragidos. O filme mostra sua fuga e chegada em Palmares, onde é
proclamado rei com o nome de Ganga Zumba. Temas a serem discutidos em classe: A escravidão no Brasil: visões diferentes do problema. FDE.
QUILOMBO (31)
Direção: Carlos Diegues. Produção: Augusto Arraes. SP/1984/88'/Cor/Ficção. O filme apresenta um acontecimento real, que mostrou-se mais duradouro do
que muitas instituições políticas do Brasil contemporâneo. Durante um século, os escravos fugitivos encontraram refúgio no sertão nordestino, construindo
ali, num espaço de tempo bastante largo para a resistência e a organização, uma réplica de seu tribalismo africano. Temas a serem discutidos em classe:
Problema da escravidão no Brasil colonial, sincretismo religioso, resistência cultural africana e a formação dos quilombos. FDE, LC.
CHICO REI (32)
Direção: Walter Lima Jr. Produção: Provobis/Alemanha-JF Produções Artísticas-Walter Lima Jr. Brasil/1986/115'/Cor/Ficção Drama sobre Galanga, rei do
Congo, trazido ao Brasil como escravo que se torna Chico Rei, o primeiro negro a ter uma propriedade no Brasil. Temas a serem discutidos em classe: A
escravidão no Brasil colonial e o papel da Igreja. As implicações da representação ficcional dos eventos históricos; seu caráter ideológico. FDE, LC.
ISABEL E SEUS NEGRINHOS (33)
Direção: TV Viva. Produção: TV Viva. Brasil/1988/12'/Cor/U-Matic/NTSC/Reportagem/Humor. "Documentário com o repórter Brivaldo (o ator Cláudio Ferrário)
que, fantasiado de Princesa Isabel, liberta os "escravos-repórteres" Piolho e Negra Maluca que entrevistam populares a respeito da Abolição". Temas a
serem discutidos em classe: A memória coletiva sobre a abolição da escravidão; a visão atual do papel da Princesa Isabel na abolição da escravidão; a
figura do herói na História; o racismo na sociedade atual. FDE, ABVP.
ABOLIÇÃO (34)
Direção: Zózimo Bulbul. Produção: Equipe Cinematográfica - Fundo do Cinema Brasileiro. Brasil/1988/2h30'/U-Matic/Documentário-Ficção. "O vídeo mostra e
discute a trajetória do afro-brasileiro, antes e depois da chamada "Lei Áurea", lei que deveria garantir a cidadania daquele contingente, e constata que até o
presente momento, nada de aconteceu de concreto." Temas a serem discutidos em classe: A Abolição da Escravatura e a situação do negro na atualidade.
ABVP.
RETRATO EM PRETO E BRANCO (35)
Produção: CEERT/Companhia de Vídeo. Direção: Joel Zito Araújo. Brasil/1992/15'/U-Matic/Documentário-ficção Discute a situação dos negros hoje, em uma
sociedade colonizada por brancos e estratificada de acordo com valores eurocêntricos. Relata a presença negra no Brasil desde o "descobrimento
português" até hoje, demonstrando o ponto de vista da população negra sobre o processo de conquista no mercado de trabalho, na mídia, na educação
etc. e as lutas contra o modo de discriminação velada. Temas a serem discutidos em classe: Os temas já apontados na sinopse. ABVP.
AXÉ (36)
Produção: COMULHER. Direção: Marcia Meirelles e Maria Angélica Lemos. Brasil/1988/41'/ Cor/Documentário/Legendado em inglês. "Através de entrevistas,
depoimentos, ensaios, textos e reportagens, percorre temas como a verdadeira luta dos negros pela abolição e seu esforço para se integrar, com mais
igualdade, na sociedade brasileira. Axé destaca a problemática de ser negro na vida nacional: o racismo, a discriminação no mercado de trabalho, as marcas
de um passado escravocrata e, principalmente, as formas de resistência da comunidade negra e o brilho de uma raça fundamental na formação da
identidade cultural brasileiral." Temas a serem discutidos em classe: Os temas já apontados na sinopse. ABVP.
O Ciclo da Mineração (Séc. XVIII)
A GAIOLA DE OURO (37)
Direção: Sylvio Back. Produção: Blim Film. PR/1973/20'/Cor/Documentário. Uma inédita viagem às profundezas da mina de ouro de Morro Velho, em Nova
Lima (MG). Sua história, a ilusória mística do ouro e o drama cotidiano dos mineiros. Temas a serem discutidos em classe: O ciclo da mineração em MG do
século XVIII até os dias atuais ABVP.
ERNESTO VARELA EM SERRA PELADA (38)
Direção: Marcelo Tas e Fernando Meirelles. Produção: Olhar Eletrônico e Abril Vídeo. BR/1984/18'/Cor/Documentário. Documentário que mostra o irreverente
repórter criado por Marcelo Tas, acompanhando o dia-a-dia dos garimpeiros em Serra Pelada, por onde escoam anualmente toneladas de ouro e ilusões.
Temas a serem discutidos em classe: Desenvolver trabalho comparativo entre a mineração do século XVIII e a atual. FDE.
MORRO DE MINAS (39)
Direção: Bernardo Brant. Produção: Juscelino de Oliveira. Brasil/1991/12'/VHS/Documentário. O vídeo trata das condições de trabalho nas áreas de
mineração em Minas Gerais, fazendo um regaste da história desta atividade no Estado e mostrando a situação atual. Ele aborda a questão do meio
ambiente, colocando o ser humano como elemento que sofre maior degradação. Temas a serem discutidos em classe: idem "A Gaiola de Ouro". ABVP.
XICA DA SILVA (40)
Direção: Carlos Diegues. SP/1976/Cor/Ficção/Longa-metragem. O filme conta a história de João F. de Oliveira, português, que ao chegar no Arraial do Tijuco
interessa-se por Xica da Silva. O relacionamento é cercado de extravagâncias, o que atrai um fiscal da Coroa portuguesa. Temas a serem discutidos em
classe: A opulência de Minas Gerais no século XVIII; a escravidão negra no Brasil. FDE, LC.
Orientación:
La palabra ‘quilombo’ lleva mucho significado histórico, principalmente porque se refiere a un fenómeno de resistencia africana que duraría alrededor de 250 años de la época colonial del Brasil. El término fue usado para denominar cualquier pueblo o aldea de esclavos o africanos o amerindios fugitivos, inclusive unos cuantos de origen europeo "sem terra" en el orden colonial portugués . Segun los estimativos de algunos historiadores, había cerca 500 quilombos en varias "capitanías" del territorio. La gran mayoría de los quilombos fueron localizados en los territorios que hoy en día constituyen los estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas, y Pernambuco, los cuales representaban la mayor concentración de actividad agrícola con las grandes plantaciones e "engenhos" de caña de azúcar, y, por lo tanto, la mayor concentración de esclavos. Los quilombos se tratan de la vitalidad y el perdurable vigor del pueblo de origen africano en Brasil; se cree que en los quilombos las diversas culturas africana se mantuvieron vivas y que se prolongaron mucho más que en las colonias españoles, un rasgo que está plenamente claro en Bahia, Alagoas, Pernambuco, y el norte de Minas Gerais hasta hoy.
Quilombo dos Palmares se localiza en el interior del estado natal de Carlos Diegues, Alagoas, que queda entre Bahia y Pernambuco. Como pueblo, el Quilombo dos Palmares existió entre los años 1604-1695, cuando fue destruido por los Bandeirantes, mercenarios paulistas famosos en aquel entonces por ser extremadamente feroces, al servicio de la monarquía portuguesa. Durante toda la existencia del quilombo siempre fue amenazado por los portugueses y los holandeses; estos últimos mantuvieron control del noreste de Brasil a ratos durante los siglos 16 y 17. La última batalla del quilombo con los europeos duró mas de dos años. Hacia el año 1680 se calcula que habían alrededor de 20.000 habitantes.
Etimológicamente, la palabra ‘quilombo’ también tiene raices en Africa. Segun una reciente investigación lingüística, la palabra proviene del idioma Mbundu que se habla en los viejos reinos de Ndongo (Angola) y del Kongo. La tribu Imbangala , que era la más bélica de la región y que nunca se instaló en aldeas permanentes, desarrolló la costumbre de preparar sus jóvenes para los constantes guerras que enfrentarían, una institución que llamaron de "ki-lombo," o "campamento militar." El ki-lombo servía para aculturar los jóvenes de otras tribus que habían sido sequestrados específicamente para convertirlos en guerreros Imbangala. Es decir, junto con el propósito de entrenamiento militar, los ki-lombos existían para educar y asimilar jovenes de distintas tribus para que se vuelvan a ser Imbangalas. Segun escribe un historiador, la primera vez que se encontró la palabra ‘quilombo’ escrita en Brasil fue en 1691, para denominar el Quilombo dos Palmares.
Se cree que la organización de los quilombos se parecía mucho a los de Angola. Por ejemplo, el cacique del ki-lombo se llama "nganga a nzumbi," y era el jefe del grupo, tanto para asuntos espirituales como bélicos. En Palmares, el líder se llamó Ganga Zumba, y su poder era absoluto.
Copyright 1986 The New York Times Company
March 28, 1986, Friday, Late City Final Edition
SECTION: Section C; Page 10, Column 5; Weekend Desk
BYLINE: By Vincent Canby
TOWARD the end of the 17th century, a sizable number of slaves from Brazil's great sugar plantations escaped to the northeast where, in Pernambuco, they formed a legendary community (or quilombo), the Republic of Palmares.
For a brief time, Palmares became the haven not only for runaway slaves but also for Brazil's Jews, poor white farmers and all others for whom life elsewhere was hopeless. Until it was finally crushed by the armies of the Portuguese king, Palmares was, according to the Brazilian film director Carlos Diegues, ''the first democratic society we know of in the Western hemisphere.''
''Quilombo,'' which opens today at the Cinema Studio 1, is Mr. Diegues's pageant depicting the life and death of Palmares, a tale told in the terms of the epic cinema of great heroes, terrible events, self-sacrifice and the victory of the spirit. It's also about the attempts of Mr. Diegues and his colleagues to create a distinctively Brazilian cinema that defines the national character and its heritage.
''Quilombo'' has something of the quality of fresco. It's colorful and deliberately idealized. Its characters are figures who have already passed into history. One watches it dutifully - with respect but with a certain amount of detachment. The pageantry is not intended to engage the emotions (as did Mr. Diegues's exuberant contemporary comedy, ''Bye, Bye Brazil''), but neither does it engage the mind in any unexpected way.
In this, ''Quilombo'' is much like Mr. Diegues's ''Xica'' (1976), though nowhere near as ironic. In ''Xica,'' Mr. Diegues recalled the story of the beautiful black slave who, as the mistress to the Portuguese king's diamond supplier, became the richest, most powerful woman in colonial Brazil.
The ''Quilombo'' cast includes the striking Zeze Motta, who played the title role in ''Xica''; Antonio Pitanga, seen here recently as the hero of Marcel Camus's ''Bahia,'' and Grande Otelo, known as the dean of black Brazilian actors, and probably best known in this country as the star of ''Macunaima,'' Joaquim Pedro de Andrade's cautionary Brazilian folktale. Brave New World QUILOMBO, directed and written (in Portuguese with English subtitles) by Carlos Diegues; director of photography, Lauro Escorel Filho; edited by Mair Tavares; songs by Gilberto Gil and Walid Salomao; produced by Augusto Arraes; released by New Yorker Films. At Cinema Studio 1, Broadway between 66th and 67th Streets.
QUILOMBO
Date of publication: 06/06/1986
By Roger Ebert
In Brazil, the word quilombo refers to a community of free men, and it carries with it an echo of the original Quilombo dos Palmares, or Palm Nation, which was founded in the early 17th century by runaway slaves in the forests of northeastern Brazil. No doubt by now the legend of Palmares has been liberally rewritten in fantasy and myth - it is presented in this movie as a sort of democratic utopia - but it remains an important symbol in the history of a nation that claims to be color-blind.
"Quilombo" is Carlos Diegues's new film about the century-long rise and fall of Palmares, but it is not simply a historical epic. Diegues, like many South American storytellers, moves easily between dream and reality, between fact and myth. Who can forget the snow that suddenly fell while "White Christmas" played in Diegues's "Bye Bye Brazil"? In "Quilombo," he combines matter-of-fact battle scenes with a world that looks inspired by some of the sword-and-sorcery movies.
The film starts with the revolt of some slaves, who kill their Portuguese masters and flee to an isolatedcorner of the nation, which they place under their control. Other escaped slaves and various disenfranchised and disenchanted whites join them, and under the leadership of a charismatic leader named Ganga Zumba, they begin to create their own society.
The Portuguese try everything they can to crush the rebel nation, but for a long time, nothing works. Their cumbersome suits of armor and European-style weapons are useless against the snares, traps and arrows of the free men of Quilombo. Finally, they roll in their cannons to train against a jungle fort made of red mud, a fort that looks almost like a dream vision.
The movie's scenery and costumes are by Luiz Carlos Ripper, who deserves special mention for having created a very particular, original world. There are times when Quilombo des Palmares looks like a costume party, and there are interiors in the settlement - made of roots, leaves and undecipherable shapes - that look otherworldly.
Diegues gets something of the same tone in his action scenes, where some of the characters kill each other while others turn cartwheels. The effect is of a society making up its own rules in a time before men thought they knew all the answers. The implication is that Brazil is still experimenting with that process.
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